Dislexia: o que é, como identificar na criança e como ajudar no processo de aprendizagem
Descubra os sinais de dislexia em crianças, como é feito o diagnóstico e quais intervenções favorecem a leitura e a escrita.
Descubra os sinais de dislexia em crianças, como é feito o diagnóstico e quais intervenções favorecem a leitura e a escrita.

Seu filho se esforça muito mas continua com dificuldade para ler? Troca letras, lê de forma silabada mesmo após anos de escolaridade ou simplesmente evita qualquer situação que envolva leitura? Esses podem ser sinais de dislexia — uma condição do neurodesenvolvimento que afeta entre 5% e 15% da população, sendo uma das causas mais comuns de dificuldade escolar.
A dislexia não está relacionada à inteligência. Crianças disléxicas são igualmente inteligentes e criativas — elas simplesmente processam a linguagem escrita de uma maneira diferente. Com o suporte adequado, podem ter um desenvolvimento acadêmico muito satisfatório.
A dislexia é um transtorno específico de aprendizagem com comprometimento na leitura. Ela tem base neurobiológica e é caracterizada por dificuldades no reconhecimento preciso e fluente de palavras, na decodificação e na soletração. Essas dificuldades são resultado de um déficit no componente fonológico da linguagem — ou seja, na capacidade de identificar e manipular os sons que compõem as palavras.
Isso significa que a criança disléxica tem dificuldade em associar os sons da fala às letras escritas, tornando o processo de leitura lento, impreciso e muito cansativo.
A dislexia é uma condição permanente — ela não desaparece com o tempo. No entanto, com intervenção adequada e persistente, a criança aprende estratégias que compensam as dificuldades e pode alcançar uma leitura funcional. Muitas pessoas com dislexia têm carreiras de grande sucesso justamente porque desenvolveram outras formas de aprender e de resolver problemas.
Antes da alfabetização (4 a 6 anos)
No início da alfabetização (6 a 8 anos)
Nas séries mais avançadas (9 anos em diante)
O diagnóstico é feito por avaliação psicopedagógica e/ou neuropsicológica, podendo envolver também fonoaudióloga e psicólogo. A avaliação inclui testes padronizados de leitura e escrita, avaliação das habilidades fonológicas, histórico escolar e entrevista com os pais.
É importante que o diagnóstico seja feito por profissional habilitado, pois outras condições — como problemas de visão, déficits auditivos, TDAH ou falta de oportunidade de aprendizagem — podem gerar dificuldades semelhantes.
Intervenção fonoaudiológica
A fonoaudiologia é uma das principais pilares do tratamento da dislexia. O fonoaudiólogo trabalha diretamente as habilidades fonológicas — a consciência dos sons da língua — e a correspondência entre letras e sons. Técnicas estruturadas e multissensoriais têm grande evidência científica nessa área.
Psicopedagogia
O psicopedagogo atua nas estratégias de leitura e escrita, adaptando o método de ensino ao perfil de aprendizagem da criança. O objetivo não é apenas melhorar a leitura, mas reconectar a criança com o prazer de aprender.
Adaptações escolares
A legislação brasileira (Lei Brasileira de Inclusão e diretrizes do MEC) reconhece o direito de crianças com dislexia a adaptações pedagógicas. Algumas estratégias que ajudam:
Crianças com dislexia frequentemente desenvolvem ansiedade escolar, baixa autoestima e sentimentos de fracasso. Elas percebem que se esforçam mais do que os colegas e mesmo assim ficam para trás — o que é profundamente frustrante.
Por isso, o acompanhamento psicológico é parte essencial do tratamento. Trabalhar a autoconfiança, o autoconhecimento e os recursos emocionais da criança é tão importante quanto melhorar tecnicamente a leitura.
Pesquisadores têm identificado que muitas pessoas com dislexia possuem habilidades excepcionais em áreas como raciocínio espacial, criatividade, visão holística de problemas e empatia. Nomes como Albert Einstein, Walt Disney e Agatha Christie são frequentemente citados como exemplos de pessoas com dislexia que transformaram suas dificuldades em diferencias.
Isso não significa que toda criança com dislexia seja um gênio — mas mostra que o cérebro disléxico, embora diferente, tem muito a oferecer ao mundo.
Se o seu filho já tem mais de seis anos, está em processo de alfabetização e apresenta dificuldades persistentes na leitura apesar do esforço e do suporte escolar, é hora de buscar uma avaliação especializada.
Na Clínica Vivamente, em Campina Grande do Sul, contamos com fonoaudióloga, psicopedagoga e equipe de apoio para avaliar e tratar crianças com dislexia de forma individualizada e acolhedora. Entre em contato e agende uma triagem sem custo.
Atendemos crianças e famílias de Campina Grande do Sul, Quatro Barras e região. Entre em contato para saber mais sobre nossa abordagem.
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